Quem faz a pergunta e responde que talvez seja a hora de um “grande” arriscar a aventura é Philip Stone, do Followthemedia.com.
As considerações emergem como mais um efeito colateral da abertura total do site do The New York Times.
Segundo Stone, já existem sinais de que os jornais britânicos começam a se mover na direção da distribuição gratuita. O objetivo é aumentar a circulação e atrair mais anunciantes. O Manchester Evening News adotou, no ano passado, um modelo híbrido: passou a distribuir 50 mil exemplares no centro da cidade, mas continuava vendendo cópias nos subúrbios.Hoje distribui gratuitamente 90 mil cópias no centro, mais do que as 86.923 vendidas nos subúrbios. A combinação de distribuição gratuita e venda faz dele hoje o maior jornal regional da Grã-Bretanha e os anunciantes estão acompanhando bem o movimento.
Nos subúrbios de Londres, um minúsculo jornal regional, O The Reading Evening Post, com uma ciculação de 13.664 cópias, mais 1600 que eram distribuídas para empresas, experimentou passar a distribuir gratuitamente às quartas-feiras. Deu certo e agora eles vão distribuir 80 mil cópias gratuitas de segunda a sexta.
No que diz respeito à web, o último grande jornal que ainda cobra acesso é o Wall Street Journal, com 983.000 assinantes pagando cerca de U$ 65 milhões por ano. Mas Rupert Murdoch, numa conferência na semana passada, disse que está pensando em abrir o site e passar a financiá-lo exclusivamente com publicidade. O britânico Financial Times, com 100 mil assinantes no site também está considerando a possibilidade de abrir sua edição. Se os dois baluartes do jornalismo financeiro passarem para o campo dos webjornais de livre acesso, os modelos pagos na web passarão a ser absoluta exceção e começarão a ser vistos como dinossauros.

marcos palacios