Mathew Hurst, do Data Mining, arremete contra o conceito de blogs como conversação (Blogs as conversation), uma noção bastante difundida em discussões sobre a blogosfera e sobre os formatos emergentes do jornalismo na web (Journalism as conversation). Colocando a negação do caráter conversacional dos blogs como ponto de partida, Hurst vai concluir que ainda menos “conversacionais” são as práticas de marketing, mesmo aquelas que se desenvolvem na Internet.
A intervenção de Hurst vem a propósito de um artigo recente sobre “marketing conversacional” publicado por Peter Hirshberg, no Technorati.
Hurst defende que “blogs não são conversações. Um blog é um lugar de difusão massiva(broadcast) do mesmo conteúdo para muitos consumidores. Conversações são interações simétricas (primeiro você, depois eu, depois você…). Blogs são uma nova forma de interação – um híbrido de monólogo e diálogo (…)”
Nesse modelo híbrido falta a simetria conversacional.
Hurst continua: “Não há audiência em uma conversação, mas há audiência em um blog. Rotular as pessoas numa conversação como “parceiros” sugere igualdade (…)”
E Hurst conclui, agora tendo sob sua mira o marketing conversacional: “A sugestão de que blogosfera é uma conversação; que todos ali somos “parceiros” e que portanto todas essas pessoas usando a blogosfera para fazer marketing (de produtos e serviços) são nossos “parceiros” me dá calafrios (is creepy)”.
Quer se concorde ou não com a posição de Hurst, vale muito a pena ler o artigo de Hirshberg, que funciona como uma síntese da abordagem do “marketing como conversação” na Internet.

marcos palacios