Inscrições abertas para curso gratuito de Lei de Acesso à Informação para Jornalistas

Estão abertas as inscrições para a sexta edição presencial do curso “Lei de Acesso à Informação para Jornalistas”. A atividade ocorrerá em duas turmas, nos dias 14 e 15 de setembro de 2018, na Faculdade de Comunicação (FACOM-UFBA). Promovido pelo Grupo de Pesquisa em Jornalismo On-line (GJOL), do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas da FACOM em parceria com a Abraji, o curso gratuito terá 20 vagas reservadas para alunos e professores da Faculdade.

Os estudantes da graduação e da pós-graduação que queiram se candidatar a uma das vagas deverão preencher este formulário on-line até o dia 8 de setembro de 2018. Os coordenadores do GJOL farão uma seleção dos inscritos e divulgarão o resultado até o dia 12 de setembro.

No total, serão 60 vagas divididas em duas turmas, na sexta-feira (14 de setembro, das 14h às 19h) e no sábado (15 de setembro, das 10h às 17h). O público externo, sem vínculo com a Facom, será selecionado pela própria Abraji.

O curso faz parte do projeto que Abraji e Transparência Brasil desenvolvem para fortalecer a Lei de Acesso no país, com financiamento da Fundação Ford. Além dos treinamentos, a iniciativa envolve também o portal Achados e Pedidos, banco de dados on-line de pedidos de acesso a informações e respostas de órgãos públicos.

Marina Atoji, gerente-executiva da Abraji e do Fórum de Direito de Acesso a Informações Públicas, será a instrutora do treinamento.

Serviço

Curso presencial “Lei de Acesso à Informação para Jornalistas”

Datas e horários: 14 de setembro de 2018, das 14h às 19h ou 15 de setembro de 2018, das 10h às 17h

Local: FACOM | UFBA (Campus da UFBA em Ondina)

Inscrições para alunos da Facom: gratuitas, via formulário on-line até 08.set.2018

Conteúdo do curso

– Principais pontos da Lei de Acesso

– Transparência ativa: o que os órgãos públicos são obrigados a divulgar? Como usar essas informações em pautas?

– Transparência passiva: como fazer pedidos de acesso e recorrer contra negativas

– Sigilo: quais são as exceções?

 

CHECAGEM DE FAKE NEWS NO TWITTER

Diante do avanço do fenômeno das fake news, cresce também o nicho de jornalismo de checagem de fatos. O portal Aos Fatos (aosfatos.org) está se expandindo: desde o último dia 18 colocou no ar o robô Fátima para checar posts do Twitter.
Idealizado para tentar combater a esperada avalanche de fake news nas redes sociais durante o período das eleições 2018, o perfil @fatimabot organiza um banco de notícias falsas já checadas pelos jornalistas do portal. Programada para vasculhar o twitter a cada 15 minutos, a robô, ao encontrar links das informações não verdadeiras, está programada para soltar um comunicado para a conta de quem compartilhou o conteúdo inverídico e também a todos os contatos que o receberam, com link remetendo para a correção no portal.
O software é uma criação do jornalista Pedro Burgos, fundador da Impacto.jor, projeto financiado pela Google News Lab no Brasil, que desenvolve métricas para avaliações qualitativas de meios de comunicação. Parceiros pioneiros do projeto, Folha de São Paulo, Veja, Gazeta do Povo, Nexo e Nova Escola, ajudam nos testes de funcionamento e aplicabilidade do programa.

Saiba como foi o último dia do curso “Introdução ao Jornalismo de Dados”

Texto: Bruno Santos
Foto: Natácia Guimarães/LabFoto

Aconteceu na última sexta (28/11), na Faculdade de Comunicação (Facom) da Universidade Federal da Bahia, o quinto e último dia do curso “Introdução ao Jornalismo de Dados”. Promovido pela Escola de Dados e o Grupo de Pesquisa de Jornalismo On-Line (GJOL) da Facom, o curso é gratuito e faz parte do programa Partnership for Open Data (POD), uma parceria entre o Banco Mundial, o Open Data Institute e a Open Knowledge para acelerar a abertura de dados em países em desenvolvimento.

Durante toda a semana, trinta participantes selecionados tiveram a oportunidade de conhecer um panorama sobre o jornalismo de dados no Brasil e no mundo e a utilizarem as principais técnicas e ferramentas de busca, extração, limpeza, interpretação e visualização de dados. Para Suzana Barbosa, professora do Departamento de Comunicação e do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas da Facom (PósCom), coordenadora do GJOL e uma das organizadoras do curso, a iniciativa deu certo. “Eu acredito que o curso alcançou seu objetivo. Nós conseguimos despertar nos participantes a vontade de aprender ainda mais sobre o mundo do jornalismo de dados. A turma deu um ótimo retorno para gente e o que vimos foram alunos bastante satisfeitos com tudo o que aprenderam”, afirmou. Marco Túlio Pires, um dos tutores do curso e programador que coordena a Escola de Dados no Brasil, elogiou a parceria entre o GJOL e a instituição. “Foi uma parceria muito valiosa. Já estamos estudando junto a direção da Facom e o GJOL a possibilidade de haver outra edição do curso e novas ações conjuntas”, contou.

Beatriz Ribas, doutora em Comunicação pelo PósCom e aluna do curso, afirmou que os conhecimentos aprendidos serão muito importantes para sua carreira profissional. “As técnicas que aprendi serão muito importantes para o meu trabalho. Acho que estamos saindo daqui com um conhecimento grande e cabe a cada um de nós aplicá-lo da melhor maneira possível. O curso foi fantástico e fiquei muito feliz por ter participado”, afirmou. Adriana Santiago, professora de Jornalismo Web na Universidade de Fortaleza (UNIFOR) e participante do curso, disse que tudo o que aprendeu será aplicado nas suas aulas e em suas pesquisas. “O jornalismo de dados é algo que não está na grade curricular dos cursos de Jornalismo. Saber dessa especificidade será ótimo para meu trabalho como professora e como pesquisadora, já que tive contato com ferramentas de raspagem, visualização de dados, coisas que vão facilitar a captação de informações para meus trabalhos. Fiquei com gostinho de quero mais”, contou.

Visualização de Dados & Mapas
O último dia do curso contou com aula de Vitor George, desenvolvedor do site InfoAmazônia. Com o tema “Visualização de Dados & Mapas”, os alunos entraram em contato com um novo ramo do Jornalismo: o Geojornalismo. O tutor apresentou aos participantes projetos da área feitos no Brasil e ferramentas que ajudam a retirar informações e a construir mapas de dados.

Logo depois, os grupos formados no primeiro dia de aula do curso apresentaram os resultados dos trabalhos que organizaram durante toda a semana . As temáticas escolhidas pelas seis equipes foram: “Percepção pública dos Projetos de Lei sobre drogas no Brasil”; “O peso da obesidade infantil no programa ‘Bolsa Família’”; “Quais membros da CPMI da Petrobrás receberam doações das empresas investigadas?”; “Mapa da desigualdade: evolução das capitais brasileiras na era PT”; “Uso do cartão corporativo” e “Desastres naturais na Bahia”.

Ao final do dia, os alunos tiveram a oportunidade de pontuar algumas situações que viveram durante o curso. Grande volume de conhecimento aprendido e o contato com ferramentas que podem aumentar a produtividade no trabalho e em pesquisas foram pontos apontados como positivos pelos participantes. Já o pouco tempo para absorver muitas informações e a falta de apostilas para auxiliar no aprendizado foram coisas apontadas como negativas pelos alunos. Juan Torres, editor do jornal “Correio” e instrutor da Escola de Dados afirmou que, para possíveis novas edições do curso, algumas questões devem ser aprimoradas. “O tempo curto é algo que, realmente, precisa ser pensado e acredito que esse material de apoio, como apostilas, é bastante necessário”, ressaltou.

Como foi o quarto dia do curso “Introdução ao Jornalismo de Dados”

Texto: Bruno Santos
Foto: Sophia Morais/Labfoto

Aconteceu ontem (27), na Faculdade de Comunicação (FACOM) da Universidade Federal da Bahia, o terceiro dia do curso “Introdução ao Jornalismo de Dados”. Promovido pela Escola de Dados e o Grupo de Pesquisa de Jornalismo On-Line (GJOL) da Facom, o curso é gratuito e faz parte do programa Partnership for Open Data (POD), uma parceria entre o Banco Mundial, o Open Data Institute e a Open Knowledge para acelerar a abertura de dados em países em desenvolvimento.

Introdução à raspagem e visualização de dados
O quarto dia do curso contou com a aula de Marco Túlio Pires, jornalista e programador que coordena a Escola de Dados no Brasil. Com o tema “Introdução à raspagem e visualização de dados”, os alunos aprenderam como se organizam os códigos das páginas na web, a técnica da raspagem de dados na internet e as melhores formas de se visualizar os dados presentes na rede.

A aula começou com uma exposição sobre o que são os códigos que compõem os elementos de visualização de uma página. Os alunos ainda aprenderam a trabalhar com eles na prática, modificando o conteúdo de alguns sites na internet. Logo depois, o instrutor Marco Túlio explicou aos alunos noções sobre a técnica da raspagem de dados na internet. Eles tiveram a oportunidade de exercitar o processo, retirando informações de páginas na web e organizando-as em tabelas, com a ajuda de ferramentas específicas.

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Os participantes foram apresentados ao site “If This Then That” e o quanto ele pode ajudar no trabalho do jornalista. A plataforma automatiza as ações das pessoas nas redes sociais e ferramentas online. O usuário cria uma conta e, ao autorizar o acesso do site a outros que usa, ele pode criar “tarefas” automáticas. Por exemplo, nas manifestações de junho do ano passado, jornalistas podiam solicitar ao site que todas as fotos tiradas pelos manifestantes em determinado local dos protestos fossem enviadas para uma planilha pessoal. Assim, eles podiam ter um panorama do que estava acontecendo. No último momento da aula, Marco Túlio expôs para os alunos conceitos básicos de visualização de dados. Eles analisaram gráficos e viram quais são as melhores formas de tornar os dados mais entendíveis para o público. Por fim, conheceram ferramentas gratuitas disponíveis na web para visualizar dados.