Lançamento: Coletânea de textos do GJOL (Textos fundadores e metodológicos)

Há mais de 20 anos, o GJOL (Grupo de Pesquisa em Jornalismo On-Line) foi criado pelos professores Elias Machado e Marcos Palacios, na Universidade Federal da Bahia (UFBA). O Jornalismo na Internet dava seus primeiros passos.

O Grupo cresceu rapidamente, foi registrado no CNPq e passou a fazer parte do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas da Faculdade de Comunicação da UFBA. Com o passar dos anos, internacionalizou-se através da participação em diversos convênios multinacionais de cooperação, e vem acompanhando as sucessivas etapas de desenvolvimento do jornalismo na Internet, produzindo textos que – sem qualquer favor – podem ser considerados seminais nessa área de estudos no Brasil.

Funcionando como um dinâmico espaço de formação de novos pesquisadores, que hoje se espalham por diversas universidades brasileiras, o GJOL não é mais apenas um Grupo de Pesquisa, mas uma Rede Integrada de Pesquisadores, em contínua comunicação e colaboração (http://gjol.net).

Completados mais de 20 anos de percurso, decidimos reunir em três Coletâneas parte da produção do Grupo, que se encontra dispersa por Teses, Dissertações, Trabalhos de Conclusão de Curso, Relatórios de Pesquisa, artigos em periódicos, capítulos de livros, comunicações em congressos.

Este volume, que ora apresentamos, é a primeira dessas Coletâneas, reunindo o que decidimos chamar de Textos Fundadores (abrangendo o período de 1996 a 2006) e Textos Metodológicos, que se caracterizam por demarcar as diversas aproximações do Grupo no campo da Metodologia para a pesquisa em Jornalismo Digital. Editorialmente, optamos por deixar os textos tal como foram produzidos, sem atualizações ou revisões de fundo, exceto quanto às inevitáveis gralhas detectadas nas publicações originais. Isso inclui os links, que foram deixados como nos originais, sendo, portanto, inevitável que muitos deles hoje apareçam como ‘quebrados’.

Uma coletânea deste tipo exige uma seleção que é sempre parcial e questionável, quanto ao que se inclui e o que se deixa de fora. Acreditamos, no entanto, que o mosaico criado recupera com bastante fidelidade os anos iniciais do GJOL e indica pistas para a sempre continuada e nunca finalizada tarefa de aperfeiçoar os instrumentos metodológicos para o estudo do Jornalismo em Redes Digitais.

Esperamos que a coletânea sirva não somente como parte de um registro histórico da contribuição do Grupo para o estudo dessa área da Comunicação Social, mas também para instigar reflexões futuras, novas ideias e novos desdobramentos.

Salvador, 15 de outubro de 2018.

Os Organizadores

Suzana Barbosa Elias Machado Marcos Palacios

Para o acesso livre e download em : https://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/27613 

Internet completa 20 anos

“A internet comercial brasileira está completando 20 anos. Até 1995, nossa conexão com a rede mundial de computadores só era a partir das universidades, de órgãos governamentais e do Ibase, com seu pioneiro Alternex”. Assim, inicia-se o artigo do antropólogo Hermano Vianna, que traça um breve panorama do surgimento da Internet.

Intitulado “Internet, 20 anos”, o artigo também defende que uma história dos meios cibercomunicacionais no Brasil seja escrita, uma vez que não se sabia qual modelo de acesso seria adotado no país, uma vez que a Embratel propôs monopolizar os serviços. No entanto, o plano não deu certo e o assunto não foi investigado.

Além disso, o autor ressalta que o Brasil não estava atrasado, visto que a explosão popular da Internet nos EUA aconteceu também em 1995. “Em novembro de 1994, a Business Week explicava “como a internet vai mudar a maneira como você faz negócios”. Em janeiro de 1995, a PC World – publicação mais especializada em nerds impossível – trazia na capa a seguinte manchete: ‘como se conectar à internet’”, relata Vianna.

Para recordar a história da Internet no país, clique aqui.

Autores discutem sete características do webjornalismo em novo livro

Sete autores de sete países escrevendo sobre cada uma das características que marcam o jornalismo em redes digitais. Essa é a proposta do livro “Webjornalismo: 7 características que marcam a diferença”, organizado pelo professor João Canavilhas e lançado durante o IV Congresso Internacional de Ciberjornalismo, que encerra hoje na cidade portuguesa de Porto.

São abordados os tópicos hipertextualidade, multimedialidade, interatividade, memória, instantaneidade, personalização e ubiquidade, pelos autores João Canavilhas (Portugal), Ramón Salaverría (Espanha), Alejandro Rost (Argentina), Marcos Palacios (Brasil), Paul Bradshaw (Reino Unido), Mirko Lorenz (Alemanha) e John V. Pavlik (Estados Unidos), respectivamente.

O livro, editado pela Livros Labcom, da Universidade da Beira Interior, está disponível gratuitamente para download.

Infográfico de O Globo homenageia os 70 anos da Avenida Presidente Vargas

Inaugurada em 7 de setembro de 1944, a ideia da construção da Avenida Presidente Vargas teve forte intervenção do Estado getulista, que incentivava a utilização do automóvel. Para obter os quatro quilômetros de extensão e 80 metros de largura da avenida necessários no meio de uma região densamente ocupada – o centro- , houve a demolição de quase mil imóveis, incluindo a sede da prefeitura e partes da Praça Onze e do Campo de Santana.

Setenta anos depois, a Presidente Vargas é um retrato da cidade do Rio de Janeiro: concentra empresas e grandes lojas, instituições de ensino e órgãos públicos, além de ser palco de paradas militares e manifestações. Para a comemoração, o Globo elaborou um infográfico que guia o leitor por um passeio pela avenida. Dividido em seis capítulos, o giro não conta somente a história do local, mas também traz um pouco do estilo arquitetônico dos prédios que a compõem.

Bom passeio!

Folha não deseja esquecer o Golpe de 1964

2014 é um ano importante para o Brasil, pois marca os 50 anos do Golpe de 1964, instalando uma Ditadura Militar que perdurou até 1985, e os 30 anos das Diretas Já. Tudo isso no ano em que o país volta a sediar a Copa do Mundo de Futebol e fará a sétima eleição presidencial desde a abertura política. No início do ano, a Folha de S. Paulo já demonstrava, como falamos, que o primeiro de abril de 1964 não iria passar despercebido, com um especial/aperitivo realizado por trainees do veículo.

Especial da Folha sobre o Golpe e a Ditadura Militar

Especial da Folha de S. Paulo sobre o Golpe e a Ditadura Militar

Depoimentos sobre a deposição de Jango

Depoimentos sobre a deposição de Jango

Agora, a coisa ficou séria e o veículo lança uma especial multimídia sobre O Golpe e a Ditadura Militar, digno da snowfallização já observada no seu especial sobre Belo Monte. O texto inicial lembra que os três últimos presidentes do Brasil tiveram relação direta com o período: Fernando Henrique Cardoso foi um professor exilado, Lula se tornou um operário preso e Dilma atuou como guerrilheira.

O primeiro momento do especial trata dos primórdios do Golpe e da deposição de Jango, com opinião de políticos, ex-guerrilheiros, jornalistas e pesquisadores de diversos lugares de fala distintos. Depois, temos seções para tratar especificamente do contexto político da época, passando pela instauração da ditadura, a economia do Brasil no período e o processo de reabertura política. O especial ainda reflete como seria o país sem a instalação do Regime Militar e finaliza com uns artigos de opinião e a disponibilização de algumas fontes e referências utilizadas. Vale a pena uma conferida atenta! Talvez, tenha faltado apenas uma volta ao tempo para falar da atuação da Folha no período.