O Grupo de Pesquisa em Jornalismo On-Line (GJOL) começa o segundo semestre de 2026 com a chegada de três nomes que já dialogam há anos com a trajetória do grupo. Adriana Barsotti, Lucas Reino e Ronaldo Henn se somam ao grupo, trazendo décadas de experiência combinada entre redações, salas de aula e programas de pós-graduação. Interessa a todos, por caminhos distintos, a mesma pergunta: o que a desinformação, a lógica das plataformas digitais e a inteligência artificial estão fazendo com o jornalismo.
Adriana Barsotti (UFF)
Professora Adjunta do Departamento de Comunicação da Universidade Federal Fluminense (UFF) e docente do Programa de Pós-Graduação em Mídia e Cotidiano (PPGMC-UFF), Adriana Barsotti chega para período de seis meses do seu pós-doutorado, sob supervisão da Profa. Suzana Barbosa. Doutora e mestre pela PUC-Rio, ela construiu uma carreira que atravessa a reportagem e a pesquisa. Foi repórter em O Estado de S. Paulo e em O Globo, chefiou a sucursal do Rio de Janeiro da revista IstoÉ Gente e editou publicações como o Megazine e o Globo a Mais (produto jornalístico vespertino para tablets, finalizado em 2015). Seu trabalho já rendeu reconhecimentos como o Prêmio Vladimir Herzog (2019), o Prêmio Adelmo Genro Filho de Tese (2018) e o Prêmio Compós de Dissertação (2013), além de dois Prêmios Esso, em 1996 e 2012. É autora dos livros Jornalista em mutação: do cão de guarda ao mobilizador de audiência e Uma história da primeira página: do grito ao silêncio no jornalismo em rede, e integra o conselho editorial da agência de checagem Lupa.
No GJOL, sua pesquisa vai se debruçar sobre jornalismo digital, integridade da informação, inteligência artificial e educação midiática. Segundo Barsotti, o grupo de pesquisa oferece justamente o ambiente que faltava para amadurecer essas questões em diálogo com outros pesquisadores.
“Espero que este período resulte em interlocuções produtivas, produções científicas conjuntas e no fortalecimento de redes de pesquisa que discutem o futuro do jornalismo”, afirma.
(ADRIANA BARSOTTI)
A primeira etapa do seu pós-doutorado foi realizado na Universidade da Beira Interior, Portugal, com o Prof. João Canavilhas, pesquisador parceiro em vários projetos do GJOL.
Lucas Reino (UFMA)
Professor Associado da Universidade Federal do Maranhão (UFMA, Campus Imperatriz), onde atua há 16 anos na graduação e no Programa de Pós-Graduação em Comunicação (PPGCOM-UFMA), Lucas Santiago Arraes Reino soma duas décadas de docência, com passagens por instituições como Unigran, Unip, Estácio, UFMS e UFRGS. Jornalista formado pela UFMS, com especialização em Comunicação Empresarial pela Uniderp, mestrado em Ciência da Informação pela UnB e doutorado pela PUC–RS, ele também atuou profissionalmente em sites de notícia e assessorias de imprensa. Hoje concilia a vida acadêmica com o desenvolvimento de produtos e serviços para internet.
Seu interesse de pesquisa parte de uma pergunta dupla: o que as redações estão fazendo com a tecnologia disponível e o que há de tecnologia nova que pode ser incorporada ao campo da comunicação? Um recorte que, hoje em dia, passa quase sempre pelas inteligências artificiais. Reino chega ao GJOL como leitor de longa data do grupo.
“O GJOL é referência na área que eu estudo, sempre citei, sempre li, já entrevistei a Suzana Barbosa, Marcos Palacios, Elias Machado e tentei a Luciana Mielniczuk, com quem depois trabalhei por um ano”, conta. “Minha expectativa é poder aprender mais com o grupo e, quem sabe, retribuir o tanto que recebi contribuindo com ele”.
(LUCAS REINO)
Ronaldo Cesar Henn (Professor Visitante | UFBA)
Professor visitante, aprovado no último Edital PV Nº 22/2025 da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação da UFBA, Ronaldo Henn foi por 26 anos docente da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) e pesquisador do seu Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação na linha de pesquisa Linguagens e Práticas Jornalísticas. Lá, coordenou o Laboratório de Investigação do Ciberacontecimento (LIC), dedicado à intersecção entre jornalismo e cultura digital. Concluiu mais de 50 orientações de mestrado e doutorado, além de dezenas de trabalhos de conclusão de curso e iniciações científicas. É uma das referências entre pesquisadores do Jornalismo no país.
Ele é jornalista, com mestrado e doutorado pela PUC-SP. No GJOL, Henn dará continuidade a investigações sobre a produção de acontecimentos em redes e plataformas digitais, os processos de desinformação e a inserção da inteligência artificial generativa (IAGen) nas rotinas jornalísticas.
“Com muita alegria me insiro no GJOL, um dos grupos mais longevos da área e pioneiro nas pesquisas de jornalismo digital”, diz. “Espero, de algum modo, contribuir para as pesquisas e debates desenvolvidos pelo grupo, assim como absorver o conhecimento produzido nele”, completa.
(RONALDO HENN)
Com a chegada dos três, o GJOL amplia seu quadro de pesquisadores associados num momento de intensa reconfiguração do campo, marcado pelas implicações e desafios trazidos pela plataformização do jornalismo, pelo uso ampliado da inteligência artificial generativa e pelo avanço da desinformação. A expectativa é que a partir da expertise dos pesquisadores, o grupo também possa abrir novas frentes de colaboração, a partir de projetos, convênios, dentre outras possibilidades.




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