Emergências e tragédias, como tsunamis, ataques terroristas, invasões militares, ao longo dos últimos anos, têm ficado marcadas na literatura especializada como momentos em que o jornalismo online, por ser o mais novo e experimental formato de produção jornalística, tem apresentado o que de melhor se pode obter com as tecnologias digitais disponíveis.
O Poynter Institute apresenta hoje um balanço do que vem sendo feito em termos de cobertura online, usos das tecnologias dispónível (gráficos/ infográficos interativos, mashups, jornalismo móvel, etc), enlaces da mídia tradicional com blogs e outros recursos “cidadãos” e direcionamento para a hiperlocalização.
Tais situações de crise geram possibilidades de visualização, análise e avaliação bastante consideráveis sobre o “jornalismo cidadão e participativo”, jornalismo de hiperlocalização, jornalismo de mobilidade, etc.
No Flickr, o grupo Southern California Fires contabilizava 241 membros e 2359 fotos no momento desta postagem. O blog criado pelos jornalistas do The Union-Tribune ( breaking news fireblog ) recebeu 10 milhões de page views, de segunda a sexta feira desta semana, o que equivale a cerca de um terço do total de trâfego que o jornal, como um todo, recebe durante um mês.
Uma situação extrema e portanto ideal para coleta de material para quem estiver interessado em “estudo de caso”. Situações extremas tendem a levar as tecnologias existentes ou latentes à frutificação e máxima utilização.

marcos palacios