Creative Commons contra o Iluminismo?

No Portal Cultural Anand Rao, foi publicado um comentário de Fernando Brant, intitulado No Baile do Ministro Banda Larga Autor não entra, criticando as posições de Gilberto Gil, Ministro da Cultura do Brasil, especificamente no que se refere ao direito de autor e a defesa do Creative Commons por Gil.

Brant entende que:
“Cultura se faz com criadores, sejam indivíduos ou uma coletividade. E o direito autoral é uma conquista da civilização. Vem dos ideais de liberdade, igualdade e fraternidade. O que se opõe ao iluminismo, que nos deu o direito autoral, é a barbárie. E essa parece ser a meta dos que defendem o Creative Commons.”
E ele conclui seu artigo-manifesto com estas linhas de conclamação:
“Quem defende a barbárie não é moderno nem revolucionário. Quem está a favor dos direitos não é conservador: é civilizado. Autores, artistas e músicos brasileiros: protejam-se do ministro bárbaro, exterminador de criadores. Lembrem-se da lição de Cacilda Becker: “não me peçam de graça a única coisa que tenho para vender”.
Como se vê, ainda há gente para quem a legislação de “direito de autor”, em sua forma atual, aparece como coisa dada ou inspirada pela Providência Divina, estabelecida para todo o sempre e absolutamente “imexível”.
Parece que para Brant, até mesmo pensar-se em outras formas de modelos de negócios e outros mecanismos de remuneração do trabalho autoral constitui ato subversivo da mais alta periculosidade.
Sorte de alguns que já não existe o DIP nem o DOPS.
marcos palacios

Livro de livre acesso na Web discute o Planeta Web 2.0

Com prólogo de Alejandro Piscitelli e acesso totalmente livre na Web, sob licença Creative Commons, está sendo lançado hoje o livro Planeta Web 2.0: inteligencia colectiva o medios fast food, de Hugo Pardo e Cristóbal Codo.
Os autores se propõem a fazer um balanço das múltiplas tendências que se vêm aglutinando em torno do quadro de uma Web crescentemente colaborativa.
Em sete capítulos e – segundo seus autores “sem vocação para prever o futuro” – o trabalho buscar estabelecer reflexões em torno de um questionamento básico: “vivemos em uma fase determinante e criativa da inteligência coletiva, ou simplesmente se trata de um cenário de meios fast food, de consumo rápido e de caráter amador e de baixa qualidade, em rápida transição em direção a uma nova etapa evolutiva?”
Os capítulos estão assim estruturados:
1. Nociones básicas alrededor de la Web 2.0.
2. Intercreatividad y Web 2.0. La construcción de un cerebro digital planetario
3. Mapa de aplicaciones. Una taxonomía comentada
4. Un esbozo de ideas críticas sobre la Web 2.0.
5. Aprendizaje colaborativo. Nuevos modelos para usos educativos
6. Mobile devices y aplicaciones Web 2.0. La Sociedad en red móvil
7. El Cierre. Reflexiones hacia la Web semántica.
Hugo Pardo é Professor Titular do Departament de Comunicació Digital da Universitat de Vic (Cataluña).
Cristóbal Codo é Professor e Coordenador de Comunicación y Nuevas Tecnologías de FLACSO México.
marcos palacios

Meu livro é uma granada, diz Andrew Keen do Culto do Amador

Richard Sambrook, Diretor da BBC Global News, entrevistou e debateu com Andrew Keen, autor de The Cult of Amateur (que por sinal será o livro discutido hoje à tarde na reunião mensal do GJOL aqui em Salvador).
O encontro Sambrook/Keen aconteceu no Frontline Club, um clube londrino onde se combina comida, bebida e reflexão sobre a mídia. Localizado a poucos quarteirões da Paddington Station, o Frontline aloja durante o dia exposições e um restaurante aberto ao público. À noite é lugar de fóruns onde seus membros organizam debates sobre assuntos candentes relacionados com a mídia.
O vídeo com o encontro ainda não foi disponibilizado, mas há um longo relato da entrevista e das perguntas-e-respostas.
Mais tarde, farei uma segunda postagem com algumas opiniões pessoais sobre a “granada” de Keen.

marcos palacios

Medidor de sorrisos serve mesmo para que?


A empresa japonesa Omron anunciou um software capaz de medir a intensidade de um sorriso em uma face. O portador do sorriso nem precisa estar olhando diretamente para a câmera. O aplicativo tem tamanho de apenas 50kb e pode funcionar sem problemas em telefones celulares.
Para que serve?
Além de possíveis aplicações fotográficas, o recurso talvez possa ser usado futuramente em robots domésticos, que assim detectariam o estado de espírito de seus donos…
Hummmmm….
Via Endgadgets

marcos palacios