André Lemos lança Manifesto sobre as Mídias Locativas

O Professor André Lemos, do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas da Universidade Federal da Bahia, um dos mais importantes pesquisadores brasileiros da Cibercultura, lançou um Manifesto sobre as Mídias Locativas, no qual define, problematiza e festeja as mídias locativas.
Alguns trechos:

“Tudo é locativo: aprendemos, amamos, socializamos, jogamos, brigamos, festejamos, trabalhamos…, sempre de forma locativa. Não há nada fora do tempo ou do ESPAÇO. E o espaço social é o LUGAR. Em tudo, o lugar é o que importa (…)

Lugar é composto por fluxos de diversas territorializações. Ele é sempre dinâmico e, ao mesmo tempo, enraizado. Lugar é vínculo social. Lugar é fluxo de emoções, é topos, é memória e cristalização de sentimentos. Lugar não é fixação mas interrelação. Com as mídias locativas, o lugar deve ser visto como fluxo de diversas territorializações (sociocultural, imaginária, simbólica) + bancos de dados informacionais. Espaços visíveis marcados por fluxos invisíveis de informação circulando por redes invisíveis (…)

Ache um equilíbrio entre o clique generalizado no mundo da informação e a contemplação ociosa. Desconecte e reconecte os seus dispositivos, sempre, diariamente, permanentemente. Pare, feche os olhos, abra os ouvidos e desloque-se apenas pelo pensamento, essa desterritorialização absoluta (Deleuze)(…)

Construa mapas que desconstruam visões de mundo. Produza mapas do que não é mapeado em seu entorno, do que é invisível aos olhos bem abertos. Escape do cartesianismo, do racionalismo e das coordenadas geoespaciais. Tente usar as mídias locativas para descentralizar o poder de construção de mapas e de sentido sobre os lugares. Como diz Meyrowitz: “toda mídia é um GPS mental”.(…)

marcos palacios

Criada a Confederação Ibero-Americana das Associações Científicas de Comunicação

Os representantes de onze entidades científicas presentes ao XI Congresso IBERCOM, na cidade do Funchal (Madeira, Portugal), reunidos em assembleia geral, no dia 18 de abril de 2009, decidiram fundar a Confederação Ibero-Americana de Associações Científicas de Comunicação – CIAC.
A entidade tem por objectivo central a promoção do debate e da produção científica ibero-americana no campo das Ciências da Comunicação, em termos nacionais e internacionais, tendo em vista a importância das línguas oficiais e culturas em que se expressam e relevando os diversos sistemas de informação e comunicação do mundo contemporâneo.

A primeira diretoria, eleita com mandato de dois anos, será presidida pelo professor José Marques de Melo (Brasil). A diretoria está composta por uma executiva com mais sete membros: 1º vice-presidente, Francisco Sierra (Espanha); 2º Vice-Presidente, Erick Torrico (Bolívia); Diretor Acadêmico, Moisés Lemos Martins (Portugal); Diretor Administrativo, Elias Machado (Brasil); Diretor Científico, Luís Albornoz (Espanha); Diretor Institucional, Luís Humberto Marcos (Portugal); e Diretor de Relações Interdisciplinares, Rodrigo Gomez (Mexico). Foi também eleito um Conselho Fiscal composto por três membros: António Gomez (Bolívia), Gustavo Cimadevilla (Argentina) e Tereza Quirós (Peru).

Na assembléia de fundação estiveram representadas entidades científicas da Argentina Federacción Argentina de Carreras de Ciencias de la Comunicación – FADECCOS), Bolívia (Asociación Boliviana de Investigadores de la Comunicación – ABOIC), Brasil (Federação Brasileira de Associacões Científicas ou Acadêmicas de Comunicación – SOCICOM, cuja delegação foi integrada pelas associações nacionais abrangentes como INTERCOM e COMPOS, bem como pelas entidades segmentadas como ABRAPCORP, FOLKCOM e SBPJOR), Espanha (Asociación Española de Investigación de la Comunicación – AE-IC), México (Asociación Mexicana de Investigadores de la Comunicación – AMIC) e Portugal (Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação – SOPCOM), além de associações internacionais como a Associação Ibero-Americana de Comunicação (IBERCOM); Asociación Latinoamericana de Investigadores de la Comunicaión (ALAIC); União Latino-Americana de Economia Política da Informação, Comunicação e Cultura ( ULEPICC), Federación Latinoamericana de Facultades de Comunicación Social -( FELAFACS) e Federação Lusófona de Ciências da Comunicação (LUSOCOM).

Na mesma assembleia foi aprovada a “Carta-Programa da Madeira” na qual se estabelecem as prioridades de atuação da entidade, em particular, para os dois primeiros anos de atividades. Ficou ainda decidido que a sede da Confederação ficará na cidade de S. Paulo, Brasil, local onde será feito o registo jurídico da entidade. O Brasil vai sediar também a I Conferência Mundial de Pesquisa em Comunicação Ibero-Americana e o I Forum Ibero-Americano de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação, previstos para o biênio 2010-2011.

marcos palacios

Vencedores do Pulitzer 2009

Na edição 2009 do Pulitzer, o The New York Times foi o grande vencedor: arrebatou cinco prêmios, entre eles os das categorias “Breaking News”, “Investigative Reporting” e “International Reporting”. Já o The Miami Herald foi vencedor na categoria “Breaking News Photography”.

Detalhe: este ano foi a primeira vez que a administração do prêmio autorizou a concorrência nas categorias jornalísticas de publicações essencialmente on-line. Porém, não houve ganhadores.
A lista oficial dos vencedores está aqui.
Mais sobre o Pulitzer 2009 aqui.

Suzana Barbosa

Sugestão de leitura diária: Converge Magazine

Uma dica para colocar no agregador de feeds e nos favoritos do seu navegador é o site Converge Magazine – Clipping de Comunicação Digital editado por Ricardo Mendes, editor executivo do Grupo A Tarde, de Salvador. O site reúne diariamente um conjunto de notícias relevantes sobre convergência, mobilidade, jornalismo e o mercado publicitário. Ricardo Mendes é jornalista formado pela PUC de Campinas -SP e foi repórter da Rede Globo, editor chefe da Rede Bahia e trabalhou nas revistas Exame, Folha de S.Paulo, além de ter ganho duas vezes o Prêmio Tim Lopes de Jornalismo Investigativo. 

PUBLICO-ALVO – A Converge Magazine é voltada para executivos, professores, pesquisadores, estudantes e empresários de comunicação.

Fernando Firmino