Formando jornalistas esportivos: os caminhos ingleses para se chegar a uma redação

O National Council for the Training of Journalists (NCT), da Grã-Bretanha, uma instituição sem fins lucrativos voltada para a formação e aperfeiçoamento de jornalistas, aprovou um curso para treinamento de jornalistas esportivos, oferecido pela agência de notícias especializada Sportsbeat/News Associates.
Na Grã-Bretanha, não há exigência de diploma de curso superior em Jornalismo para o exercício da profissão, apesar de existirem cursos regulares em diversas universidades.
Há mais de 60 cursos em 41 instituições, reconhecidos pelo NCT e voltados para a formação de jornalistas, com duração variando de um dia a três anos.
Porém James Toney, editor administrativo da Sportsbeat, adverte:
“É tolice pensar que se possa treinar um jornalista esportivo. O que se tem que fazer é treinar um jornalista e armá-lo com as competências do jornalismo esportivo”.
Ele assinalou também que somente um em cada dez jornalistas esportivos começaram sua carreira nesse setor.
Apenas uma curiosidade: a maioria dos cursos para a formação de jornalistas na Grã-Bretanha, inclusive os da Sportsbeat, incluem Taquigrafia em seu currículo. A justificativa é:
“Taquigrafia continua sendo uma ferramenta inestimável para o jornalista, particularmente em situações que demandam que citações sejam rapidamente reproduzidas, ou quando equipamentos de gravaçao não podem ser usados, como num julgamento, ou numa sessão do Parlamento. Os estudantes devem alcançar o padrão reconhecido pelas empresas de comunicação, que é de 100 palavras por minuto.”

marcos palacios

Lançamento hoje: O Ensino do Jornalismo em Redes de Alta Velocidade

O livro O Ensino do Jornalismo em Redes de Alta Velocidade: metodologias e softwares, organizado por Elias Machado e Marcos Palacios, será lançado hoje (03 de setembro) na Livraria Tom do Saber (Rio Vermelho), a partir da 19 horas.
Trata-se de uma reunião de doze textos, de diversos autores, que abordam aspectos relacionados com as metodologias de ensino do jornalismo na Internet.
O trabalho resultou de um convênio de colaboração agregando universidades brasileiras (UFBA, UFSC, UFPE, UFSM, Faculdades Jorge Amado), a Universidade de Córdoba (Argentina) e o Instituto Tecnológico de Monterrey (Mexico), formando a “Rede Latino-americana para o desenvolvimento de metodologias e software para o ensino de jornalismo nas redes digitais de alta velocidade”. O convênio foi financiado com recursos do CNPq e FAPESB.
O livro apresenta discussões filosóficas e metodológicas em torno da prática do ensino do jornalismo na Web.

Quando: Hoje (03 de setembro), às 19 horas.
Onde: Livraria Tom do Saber, Rua João Gomes, 249, Rio Vermelho, Salvador.
O livro será lançado também na reunião anual da INTERCOM (Santos) e na Bienal Iberoamericana de Comunicação (Córdoba).
Maiores informações sobre compras, distribuição, etc:
Esther PaolaAssessoria deComunicaçãoEDUFBA (32836163) http://www.edufba.ufba.br/

marcos palacios

Reescrever a História? Arquivos Jornalísticos e os efeitos de sua permanência


Um artigo publicado por Elizabeth Zwerling, na Online Journalism Review, vem acendendo discussões na Blogosfera, em torno do tema da Memória Jornalística e sua permanência.
Trata-se do seguinte: uma cidadã que trabalha para uma empresa de cartões de crédito solicitou que fossem retiradas de um jornal estudantil da Universidade de La Verne (Los Angeles) declarações que ela havia dado em uma matéria publicada há dois anos atrás. O jornal (Campus Times) tem uma circulação impressa de 2000 exemplares e uma versão online.
Acontece que agora, passados dois anos, a cidadão arrependeu-se de suas declarações ou mudou seus pontos de vista, e sentia-se incomodada com a persistência dessa “memória” online que, segundo ela, dificultava sua vida profissional.
O assunto foi investigado, a exatidão das declarações checadas com a repórter que produziu a matéria e, ao final, foi decidido que as opiniões expressadas não seriam retiradas.
O caso não é único. Grandes jornais que mantém versões online recebem muitas solicitações como essa.
O Poynter Institute tem um artigo sobre assunto e Mindy McAdams também opina sobre a questão.
Não é tão simples como pode parecer à primeira vista.
A Internet potencializa enormemente a memória e torna essa memória rapidamente recuperável pelas técnicas cada vez mais refinadas de data mining e buscas.
Os arquivos tendem a ser vistos como “testemunhos” e sua alteração equivale a uma ação de “reescrever a História”.
Por outro lado, a web faz como que sejam facilmente encontradas informações prestadas ou disponibilizadas por pessoas que, por uma razão ou outra, sintam-se agora prejudicadas ou embaraçadas por elas.
Um ex-presidiário alegou que seu nome, no Passadena Weekly (California), após o cumprimento de sua pena, dificultava a sua empregabilidade e re-inserção na sociedade, pois qualquer busca no Google imediatamente associava seu nome a seu crime. Ele havia pago seu débito para com a sociedade, mas seu nome estava marcada pelo passado.
Uma mulher, que na juventude defendera uma determinada postura com relação a escolhas sexuais, pedia a retirada de suas opiniões, por ter deixado de ser “gay”.
Um cidadão que fizera declarações racistas, agora percebia o erro de suas posições pedia a retificação ou exclusão do que havia declarado no passado.
Como agir em casos como esses?
Que elementos podem servir de balizamento para modificar ou manter um registro jornalístico contido em um arquivo?
Eles são realmente absolutamente “imexíveis”, ou solicitações para sua alteração devem ser analisadas caso a caso, quando estão em causa questões relacionadas a graves embaraços sociais, ou mesmo obstáculos e dificuldades à sobrevivência econômica de uma pessoa.
Vale a pena ler as três intervenções que circularam até o momento.
Vale a pena levar a questão para as salas de aulas.

marcos palacios

Triplo Lançamento de livros publicados por pesquisadores da UFBA


Na segunda feira (03 de setembro) teremos a satisfação de participar de um triplo lançamento, na Livraria Tom do Saber, Rua João Gomes 249, Rio Vermelho, em Salvador.
Os três livros foram editados pela EDUFBA (Editora da Universidade Federal da Bahia) e representam esforços de investigação de três grupos de pesquisadores da Universidade Federal da Bahia (UFBA).

Cidades Contemporâneas e Políticas de Informação e Comunicações é uma coletânea organizada por Othon Jambeiro, Helena Pereira da Silva e Jussara Borges. O livro é produto de um programa de pesquisas, iniciadas em 2002, voltado para a análise de políticas e ações de informação e comunicações em Salvador, no quadro conceitual e contextual da chamada Sociedade da Informação. Tem como objetivo facilitar a compreensão dos papéis desempenhados por instituições governamentais e pelas políticas públicas em seus aspectos políticos, sociais, econômicos, tecnológicos e legais.

Teorias da Comunicação: epistemologia, ensino e recepção reúne artigos sobre a temática, sob a organização de Giovandro Marcus Ferreira e Luiz Cláudio Martino.Os textos estão voltados para o campo da comunicação e para área midiática. Faz referência aos estudos da mídia sob o ponto de vista teórico e aborda temas como epistemologia, teoria, ensino, discurso e recepção. Além disso, abre possibilidades para o desenvolvimento da conversação sobre os processos midiáticos, assim como, novas formas de trabalhar a teoria da comunicação dentro da área acadêmica.

Ensino do Jornalismo em Redes de Alta Velocidade, organizado por Elias Machado e Marcos Palacios, apresenta artigos de pesquisadores brasileiros, portugueses, argentinos, galegos e espanhóis participantes de uma rede colaboração acadêmica (apoio CNPq/FAPESB) em torno da temática do Jornalismo e Novas Tecnologias e dos desafios lançados para o ensino em um momento de transição para novos suportes.

Contamos com a presença dos amigos e colegas.

Othon Jambeiro
Giovandro Ferreira
Marcos Palacios

Hologramas interativos: uma demonstração

Pesquisadores da Universidade de South Carolina (USA) desenvolveram um mecanismo capaz de gerar hologramas plenamente visíveis em 360 graus e manipuláveis por um observador externo.
Usando o que eles chaman de “difusor holográfico”, espelhos giratórios e um projetor de alta velocidade, tornou-se possével criar imagens holográficas que são não apenas visualizadas, mas também movimentadas por quem as observa.
No vídeo, tudo parece um pouco primitivo, como se estivéssemos assistindo a uma sessão de “lanterna mágiga” ou “cinemascópio”, mas dá para perceber o potencial que está ali.
Via Endgadget

marcos palacios