Um debate otimista e cheio de exemplos de ações inspiradoras sobre educação midiática e combate à desinformação. Foi assim a sétima edição do GJOLCast – Conversas Digitais, que teve como tema “Educar para melhor informar – possibilidades do jornalismo em tempos de desinformação”. A sessão remota aconteceu na quinta-feira, 29 de outubro, e está disponível no canal do Youtube do Grupo de Pesquisa em Jornalismo On-line (GJOL).

Três convidados participaram do debate ao vivo: Ismar Soares, professor da USP, que ressemantizou, em 1999, o neologismo Educomunicação e implementou a Licenciatura em Educomunicação também na USP. Atualmente, ele é presidente da Associação Brasileira de Pesquisadores e Profissionais da Educomunicação (ABPEducom); Maria Carolina Cristianini, jornalista com mais de 15 anos de experiência na área de jornalismo infantojuvenil e editora-chefe do jornal Joca, primeiro e único jornal brasileiro voltado para crianças e jovens; e Patrícia Blanco, relações públicas e presidente do Instituto Palavra Aberta, instituição que criou o EducaMídia. Atualmente, ela integra, no Congresso Nacional, a Comissão Permanente de Liberdade de Expressão do Conselho Nacional de Direitos Humanos e o Conselho de Comunicação Social e, no Conar, o Conselho de Ética.

A mediação foi feita pela jornalista Alessandra Oliveira, que é pesquisadora do GJOL e mestranda em Comunicação e Cultura Contemporâneas da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Ela pesquisa ludicidade em aplicativos de jornalismo para crianças. O debate ainda foi enriquecido com depoimentos de: Mariana Sebastião, jornalista, pedagoga e doutoranda da UFBA; Gabriela Santana, coordenadora do Núcleo de Educomunicação da Secretaria Municipal de Educação de Lauro de Freitas; e Débora Freire, professora licenciada em letras, designer e videomaker. Os depoimentos, previamente gravados, relataram experiências baianas de educomunicação. O público participou fazendo comentários e perguntas.

A conversa foi leve e bastante otimista a respeito dos frutos que a educomunicação está gerando na sociedade. O professor Ismar Soares enfatizou que o trabalho da educação para a mídia deve passar por um mergulho no processo midiático. Quando a criança e o jovem ingressam no contexto comunicacional como participante que consome e também produz informação desenvolvem mais capacidade de pensar criticamente sobre a mídia. Já a jornalista Carolina Cristianini explicou como nasceu e como é o processo de produção do Joca, destacando que é uma comunicação na qual crianças e jovens estão incluídas, sendo, portanto, um jornalismo especializado feito para e com o público-alvo. Enquanto que a relações públicas Patrícia Blanco explicou como é o trabalho do EducaMídia no desenvolvimento do senso crítico e da responsabilidade de crianças e jovens para lidar com a mídia. O projeto é desenvolvido com base num tripé de competências: interpretação crítica das informações, produção ativa de conteúdos e participação responsável na sociedade.

O GJOLCast – Conversas Digitais é um projeto de extensão do Grupo de Pesquisa em Jornalismo On-line (GJOL) da UFBA. Esta e todas as edições anteriores estão disponíveis no canal do Youtube do GJOL.