Navegação anônima? Não é bem assim

Quem utiliza os recursos janela anônima (Chrome) navegação privada (Firefox) e navegação anônima (Edge), não está exatamente livre dos próprios resquícios digitais, como os nomes dos serviços sugerem. Utilizada por motivos de segurança e proteção de identidade, mas também para driblar recursos como o paywall (sistema que limita o acesso gratuito a determinados conteúdos), a garantia de privacidade da função é limitada.

O Google Chrome, por exemplo, exibe imediatamente a mensagem “Você está navegando sem deixar rastros” em letras grandes. Abaixo, entretanto, está a informação que a maioria não lê: “Quando você está no modo invisível, as páginas que você visita não aparecem no seu histórico de navegação e de pesquisa, nem armazenam arquivos ‘cookies’. Mas os downloads e os favoritos continuam funcionando normalmente. O modo invisível NÃO oculta seus dados de navegação. Seu empregador, seu provedor de Internet e os websites visitados continuam tendo acesso a essas informações”.

Isso significa que, apesar de bloquear a presença daquela visita no seu histórico e não deixar cookies, a janela anônima não é capaz de deixar o usuário realmente invisível na internet.

Se você está em dúvida, pode fazer o teste no site Nothing Private . Primeiro, é preciso acessar a página numa janela comum e registrar seu próprio nome. Depois, é só abrir uma janela anônima para ver que os dados fornecidos anteriormente já estarão registrados. Nos testes feitos pelo site TecMundo, o navegador Tor foi o único eficaz na proteção da identidade do usuário.

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